A famosa expressão “a grama do vizinho é mais verde” também pode ser aplicada no sentido literal da palavra. Muitos falam que o jardim do vizinho é mais bonito, a grama está sempre verdinha... Mas não, isso não tem nada a ver com “sorte”, e sim muito trabalho e dedicação.
Ter um jardim bonito, não importa o tamanho, não é algo difícil, mas requer cuidado, paciência e bom gosto. E difícil é escolher o que usar diante de tantos recursos: bambu, vasos, folhagens, flores, pedrinhas, madeiras, fontes, esculturas, árvores... A paisagista Claudia Canales diz que para ter um jardim bonito, existem três princípios. “Precisa de um excelente projeto - feito por um paisagista experiente; uma implantação correta - o que envolve plantas sadias e uma boa adubação e, não menos importante, uma manutenção criteriosa”.
Para quem gosta de estar sempre na moda e segue tendências, estão em voga os jardins mais limpos, com desenhos mais geométricos e contrastes de cores de vegetação: mas sem carregar demais na quantidade e diversidade de espécies. “Os elementos água e fogo aparecem forte nas tendências, trazendo muito movimento aos jardins”, diz Claudia.A paisagista ainda dá outras dicas:
Espaço pequeno - prefira poucas plantas, mas conheça cada uma. Se o espaço permitir, fica bem uma cadeira para leitura neste jardim. Existe uma lista grande de plantas que se aplicam a esta situação, mas é importante lembrar que a pessoa precisa se informar do porte adulto da planta, pois quando pequenas, cabem em qualquer lugar, mas depois que se desenvolvem muitas precisam de espaço. Não vale a pena estar toda hora podando uma planta que não cabe no jardim.Espaço grande - para quem tem um grande espaço fica melhor de trabalhar essa área. Existem muitas plantas a serem usadas, mas depende muito do clima, insolação e do solo deste local. Para mim, o recurso mais seguro é contratar um profissional habilitado e ir discutindo com ele a localização de cada coisa no projeto – conclui a paisagista.
Quanto aos cuidados, em geral deve-se regar frequentemente as folhagens e a adubação precisa ser periódica. Folhas amareladas, secas e danificadas devem ser retiradas constantemente.
Alguns tipos de jardins:

Tropical – nele são plantadas diferentes folhagens para dar um ar de “floresta nativa”. Fica uma paisagem exuberante, com plantas de folhas largas. Sua essência é descontraída e avessa a podas e simetrias. Plantas de cores vivas e formas esculturais como palmeiras, bromélias, bananeiras e orquídeas estão entre as muitas opções. Neste estilo também não podem faltar pedras, lagos ou fontes: sempre com a aparência o mais natural possível.

Oriental – neste jardim há plantas mais delicadas, com folhas menores. Três itens não podem faltar nesta integração: pedra, bambu e água. As pedras estão no “percurso dos passos” de um jardim oriental. Ele caracteriza-se pela distribuição harmoniosa de plantas tradicionais como o buxinho podado, azaléas, musgos e pedrisco.

Clássico - destacam-se folhagens de pequenos arbustos e forrações. Este jardim se traduz em formas geométricas e simetria perfeita. Outros elementos também podem fazer parte, como lagos, bancos, colunas, luminárias e esculturas - desde que se integrem ao estilo da residência (geralmente sóbrio e formal).
por: Marina Cotovicz

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